o vómito

Quando os filhos da puta são possuidores de uma capacidade argumentativa enraizada em informação e cultura em quantidade q.b., tornam-se regra geral uns pivetes arrogantes e apressam-se a fazer emergir as suas opiniões no sentido contrário àquele que as notícias tendem a indicar, cai-lhes bem no seu meio. Exercício que para gente de bem pode até ser saudável, mas na boca deles é um nojo garantido.

Gente cabeluda, com ar de quem não toma banho todos os dias e que compra a roupa na feira, deve para eles ser objecto de medidas higiénicas, não vá o seu mundo ser conspurcado pelo mau gosto. O mérito do que esse povo a cheirar a cavalo possa estar a fezer pouco importa, não existe porque se passa num mundo onde os iluminados nada têm a argumentar, e se sentem amedrontados com a eventual proximidade.

Não estou aqui a esgrimir argumentos entre os ocupantes e a Câmara, sobre isso haveria muito a dizer. Apenas a constatar a miséria humana das elites sábias no seu sarcasmo de merda.

Alemanha? Sim, também tomou algumas medidas higiénicas, se não estou em erro.

Ora bolas

Nunca fui entusiasta militante da causa do casamento entre pessoas do mesmo sexo. Digamos que, se fosse referendada a questão, eu votaria a favor; mas em muitas ocasiões me incomodou o ruído histérico em torno do assunto de ambos os lados, a conversa de surdos, a recusa de ouvir argumentos, porque os há sérios a defender as duas posições (e também pouco sérios, claro).

Agora, a possibilidade de adopção por casais, sejam eles hetero ou homo, casados ou não, é outra coisa. É muito triste que numa questão que envolve a felicidade de crianças, ela seja posta em plano secundário por preconceitos idiotas. A adopção é sempre melhor que uma instituição.

Esta sim, era uma questão urgente e fundamental.